Suicídio   Tempo de leitura ~3 min~

Hoje, dia 10 de Setembro, é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio instituído pela Organização Mundial de Saúde. Diferentes atividades marcarão a data e nos convidam pensar sobre a importância de preservar a vida e de estar atento aos sentimentos de quem está por perto. Para compreendermos melhor a importância desse dia, precisamos falar sobre um tabu: O Suicídio.

A dimensão do problema

O comportamento suicida ganha impulso a cada ano, tanto em termos numéricos, como de impacto. Observando alguns dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) podemos compreender a dimensão do problema:

  • O número de mortes por suicídio, em termos globais, para o ano de 2003 girou em torno de 900 mil pessoas.
  • A cada 40 segundos, aproximadamente, uma pessoa comete suicídio no mundo. E a cada 3 segundos uma pessoa atenta contra a própria vida.
  • Na faixa etária entre 15 e 35 anos, o suicídio está entre as três maiores causas de morte.
  • Nos últimos 45 anos, a mortalidade global por suicídio vem migrando em participação percentual do grupo dos mais idosos para o de indivíduos mais jovens (15 a 45 anos).
  • Em indivíduos entre 15 e 44 anos, o suicídio é a sexta causa de incapacitação.
  • Para cada suicídio há, em média, cinco ou seis pessoas próximas ao falecido que sofrem consequências emocionais, sociais e econômicas.
  • 1,4% do ônus global ocasionado por doenças no ano 2002 foram devido a tentativas de suicídio, e estima-se que chegará a 2,4% em 2020.

Embora pouco se fale a respeito, o suicídio é mais comum do que se imagina. No Brasil, já se tornou um problema de saúde pública com o registro de aproximadamente nove mil suicídios por ano. O número de casos também aumentou significativamente em povos indígenas, especialmente entre jovens.

Causas do comportamento suicida

Não existe uma causa única ou razão única para o comportamento suicida. Ele é o resultado de uma complexa interação de fatores (biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais e ambientais). Não é tão simples explicar porque algumas pessoas decidem por um fim em sua vida, enquanto outras em situação parecida ou pior, não o fazem. Mas, existem  sinais que podemos procurar na história de vida e no comportamento. E que indicam se essa pessoa tem risco para o comportamento suicida. Portanto, deve-se ficar mais atento com aqueles que apresentam:

  • Doenças psiquiátricas;
  • Doença física crônica, limitante ou dolorosa;
  • Alcoolismo e uso de drogas;
  • Tentativa de suicídio anterior;
  • Perdas recentes e importantes – morte, divórcio, separação, etc;
  • Mudança na personalidade, irritabilidade, pessimismo, depressão ou apatia;
  • Odiar-se, sentimento de culpa, de se sentir sem valor ou com vergonha;
  • História familiar de suicídio;
  • Sentimentos de solidão, impotência, desesperança;
  • Menção repetida de morte ou suicídio;

Suicídio: “Quem quer se matar não avisa.”

Pelo menos dois terços das pessoas que tentam ou que se matam, havia comunicado de alguma maneira sua intenção. A maioria das pessoas com ideias de morte comunica seus pensamentos e intenções suicidas. Ou seja, elas frequentemente dão sinais e fazem comentários sobre “querer morrer”, “sentimento de não valer pra nada”. Todos esses pedidos de ajuda não podem ser ignorados.

  • “Eu preferia estar morto”.
  • “Eu não posso fazer nada”.
  • “Eu não aguento mais”.
  • “Eu sou um perdedor e um peso pros outros”.
  • “Os outros vão ser mais felizes sem mim”.

Fique atento às frases de alerta. Por trás delas estão os sentimentos de pessoas que podem estar pensando em suicídio. São quatro os sentimentos principais de quem pensa em se matar, esteja atento à eles: depressão, desesperança, desamparo e desespero.

O que fazer se identificar sinais de comportamento suicida?

  • Ouvir, mostrar empatia e ficar calmo.
  • Ser afetuoso e dar apoio.
  • Levar a situação a sério e verificar o grau de risco, se o risco for alto, ficar com a pessoa.
  • Identificar outras formas de dar apoio emocional.
  • Nunca ignorar a situação, fazer o problema parecer trivial ou desafiar a pessoa a continuar em frente.
  • Remover os meios pelos quais a pessoa possa se matar.
  • SEMPRE buscar um profissional capacitado! Busque ajuda!

 

Texto adaptado de:

  • ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria. Cartilha: “Prevenção do Suicídio: Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental”
  • Ministério da Saúde – Site
  • OMS – Organização Mundial da Saúde. Cartilha: “Prevenção do suicídio: Um manual para profissionais da saúde em atenção primária”

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Psicóloga Júlia Belo Horizonte
Júlia Maria Alves

Psicóloga | CRP 04/30.282

Graduada pela UFMG e pós-graduada em Gestão de Pessoas pela Fundação Dom Cabral. Atua na Diálogo com Psicoterapia de Adultos e Idosos; Orientação profissional e de carreira. Experiência nas áreas de Psicologia Organizacional, atuando com Gestão do Relacionamento e Desenvolvimento de Gestores.

Contatos: (31) 98590-2535 | julia@dialogopsi.com.br