Estudo mostra que “Millennials” é a geração mais propensa a ter depressão ou um transtorno de ansiedade.

O nível de estresse para os americanos diminuiu – exceto para jovens adultos, diz a pesquisa. Os jovens entre 18 a 33 anos – a geração do Milênio – estão bastante estressados: 39% dizem que o estresse aumentou referente ao ano passado; 52% dizem que o estresse os manteve acordados à noite no mês passado. E, mais do que qualquer outro grupo etário, eles relatam ser mais diagnosticados com depressão ou um transtorno de ansiedade.

A pesquisa foi realizada com 2.020 adultos norte-americanos, com de 18 anos ou mais, realizada pela “Harris Interactive for the American Psychological Association”. Em uma escala de 10 pontos, onde 1 significa “pouco ou nenhum estresse” e 10 significa “muito estresse”, a média nacional é de 4,9. Mas, para Millennials, é de 5.4. Mike Hais, pesquisador e co-autor de dois livros sobre essa geração, diz:

As pessoas mais jovens tendem a ser mais estressadas do que as pessoas mais velhas, pode ser por elas estarem mais dispostas a admitir, pode ser uma fase da vida, mas elas simplesmente não sabem para onde estão indo na vida“.

Mas, para esse grupo, há mais motivos para se preocupar, ele diz:

Os Millennials estão crescendo em um momento difícil. Eles foram protegidos de muitas maneiras, com expectativas muito altas para o que devem alcançar. A falha individual é ainda mais difícil de aceitar quando confrontada com a sensação de que você é uma pessoa importante e com muitas expectativas a atingir. Embora, na maioria dos casos não seja culpa deles – a economia desmoronou quando muitos deles estavam saindo da faculdade e chegando à idade adulta – e isso ajuda a trazer uma maior sensação de estresse“, diz ele.

Globalmente, a pesquisa concluiu que 20% dos avaliados relatam estresse extremo (8, 9 ou 10 nessa escala de estresse). Ainda assim, a ‘extrema tensão’ diminuiu desde 2010, quando o número foi de 24%. Também declinaram os números de comportamentos de enfrentamento não saudáveis. Comer para gerenciar o estresse caiu de 34% para 25%, e beber álcool como um alívio do stress passou de 18% para 13%.

O trabalho como gerador de estresse

Entre outros resultados do inquérito:

  • No total, 35% dos americanos dizem que seu estresse aumentou no ano passado.
  • 69% das pessoas que já tinham alto nível de estresse, dizem que seu estresse aumentou no ano passado.
  • Nos últimos cinco anos, 60% dos entrevistados tentaram reduzir o estresse; 53% ainda estão tentando.
  • Os principais estressores incluem dinheiro (69%), trabalho (65%) e economia (61%).
  • Para os Millennials, as principais fontes de estresse são o trabalho (citado por 76%), dinheiro (73%) e relacionamentos (59%). A economia ficou em quinto lugar, com 55%, apenas atrás das responsabilidades familiares, citado por 56%.

desemprego para os jovens de 18 a 24 anos é ainda mais desolador do que para o resto da população. De acordo com o IBGE, a taxa média de desemprego no Brasil foi de 11,8% no 3º trimestre de 2016. Mas, para os jovens nessa faixa etária, chegou ao nível recorde de 25,7%.

O estresse pode crescer muito e levar a outros problemas de saúde, sugere o psicólogo clínico Norman Anderson.

“O estresse é um fator de risco para depressão e ansiedade. Não temos dados sobre as causas específicas de depressão e ansiedade nesta amostra, mas faz sentido que os Millennials que relatam níveis mais elevados de estresse, também estão relatando níveis mais elevados de depressão e ansiedade”.

A pesquisa conclui que 19% dos Millennials têm depressão. E mais Millennials têm sido diagnosticados com um transtorno de ansiedade, 12% dos mais jovens. Sobre isso, Lisa Colpe, Epidemiologista do Instituto Nacional de Saúde Mental em Bethesda, Maryland, diz:

“Há uma maior consciência dos serviços de saúde mental disponíveis, muito mais medicamentos do que costumava ter e, talvez, mais autoconsciência em termos de sentimentos que podem ser receptivos a algum tipo de tratamento.”

 

Enfrentamento do Estresse

Para lidar com o estresse, Millennials são mais propensos a relatar comportamentos sedentários, como comer (36%) ou jogar jogos e navegar na Internet (41%), a pesquisa conclui. Em contrapartida, também mostraram o maior nível (em comparação com outras gerações) de passar tempo com amigos e familiares como uma forma de lidar com o estresse, o que é muito bom. Também, mais pessoas têm buscado a atividade física, a meditação e a Psicologia, como maneiras mais saudáveis de enfrentamento do estresse. Mas, o mecanismo de enfrentamento mais comum é ouvir música, citado por 59% dos jovens adultos; e 51% de exercício ou caminhada.

Traduzido e adaptado de www.usatoday.com 

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