Um olhar para o adolescente  Tempo de leitura ~2 min~

O adolescente, como já sabido, vive um período em que há intensas transformações, tanto físicas, quanto psicológicas, trazendo ao sujeito a necessidade de se construir uma nova identidade.

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As mudanças físicas que ocorrem nesta fase tornam-se extremamente visíveis, interferindo diretamente no estado psicológico do indivíduo. A imagem passa por um período de transformação, deixando de ser criança, mas ainda não sendo adulto. O que incita um sentimento de insegurança no adolescente, fazendo com que se preocupe mais com sua aparência física. e, provavelmente, passe a buscar referências para criar sua nova identidade.

Assim também o jovem procura desprender-se dos laços familiares,. acreditando que estabelecendo novos vínculos sociais poderá expressar seu estilo e ser aceito. Deixa-se influenciar muito mais pelo ambiente em que vive e pelas pessoas que aprecia. Formando e pertencendo a grupos que permitam ao mesmo tempo ver as características comuns a todos os membros do grupo, mas também reconhecendo as diferenças existentes entre eles.

 

O adolescente e as relações familiares

Como as mudanças que ocorrem com o adolescente interferem na dinâmica familiar, são comuns neste período as crises familiares, afetando também a relação entre os pais, além da relação com os filhos. A necessidade de demonstrar poder por parte dos pais e a inflexibilidade e onipotência do adolescente permeiam um conflito que dificulta alcançar novamente a conciliação que provavelmente antes reinava na família.

Fonte: www.e-itinga.com.br

Fonte imagem: www.e-itinga.com.br

Muitas vezes, os pais demoram a perceber que o filho está crescendo, deixando de ser a criança que antes era facilmente guiada e até dominada. Por conta disso, acabam por travar uma batalha em busca do poder, a fim de que a autoridade não se perca, sem perceber que ela pode apenas transformar-se, dando ao adolescente o afeto e carinho necessários para a estruturação de uma personalidade saudável.

Os pais precisam aceitar a ideia de que seu filho está se tornando um adulto tanto quanto eles. Adquirindo autonomia e buscando novas ligações sentimentais e novos papéis sociais. Pois, o reconhecimento e o respeito pela fase de transformação podem trazer ao adolescente um ambiente favorável ao diálogo. Os filhos entram em uma relação dinâmica, confrontando-se continuamente com o mundo externo e com a própria interioridade, testando limites entre o autorizado e o vetado, entre a obediência e a transgressão.

Neste período, o indivíduo parece viver no “tudo ou nada”. Intensificando suas emoções ao máximo e não se contentando com o meio termo. Por isso, frustra-se com muita facilidade por não atingir o “tudo”, que é naturalmente impossível.

A necessidade do adolescente de demonstrar o próprio valor a si mesmo e aos outros parece estar ligada à vontade de se arriscar e de superar limites,. por isso há intensa frustração quando ele se depara com a realidade de não poder ser tudo,. de não poder ter tudo e dará um longo passo quando conseguir reconhecer que as possibilidades são abertas, mas a realização de algumas, impossibilita outras.

 

Estabeleça diálogo e limites

Fonte imagem: blog.groupon.com.br

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Os limites podem ajudar o adolescente a desenvolver um autoconhecimento, onde ele possa expressar seus sentimentos de forma adequada. Através do equilíbrio entre o afeto e o limite, o adolescente parece enfrentar melhor os problemas que a vida traz e com uma atitude orientadora por parte dos pais,. situar-se de que é capaz de vir a ser melhor.

A prática do diálogo parece ainda ser uma das melhores armas para enfrentar esta fase. O indivíduo que é comumente chamado de “aborrecente”,. uma forma esta preconceituosa e discriminatória,. carrega consigo a imagem negativa de estar passando por um período de “por quês”, “como” e “quando”, fazendo com que as pessoas ao seu redor evitem conversas e discussões. Assim, deixando muitas questões sem respostas, infelizmente. Tal situação acaba por isolar o adolescente em seu mundo, o que não contribui em nada na aquisição e reorganização de sua identidade,. bem como das regras para viver em sociedade.

Sobre o autor:


Andreia Rodrigues | Psicóloga | CRP 06-85.683 |  

Psicóloga Clínica – Psicoterapia individual adolescente e adulto  ou casal. Terapia do Luto. Pesquisadora USP, formada em Tanatologia (lutos e perdas). Curso de Extensão na PUC -SP em Psicologia e Informática, abordando diversos temas como Relacionamentos Virtuais, Games, entre outros. Capacitada em Neurobiologia da Ansiedade, Terapia de Casais,. Sexualidade Normal e Patológica, Transtornos de Personalidade, Grafologia, Saúde Mental da Mulher, entre outros. Coautora do livro “Tanatologia – Temas Impertinentes”, Org. Aroldo Escudeiro, LG Edit. e Gráfica – 2011 “, com o tema “Quando o amor adoece“. Acompanhamento terapêutico individual ou em grupo para pessoas com Medo de Dirigir.

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Andreia Rodrigues Leite

Psicóloga | CRP 06-85.683

Psicóloga Clínica - Psicoterapia adolescente e adulto, Psicoterapia individual ou casal. Pesquisadora USP, formanda em Tanatologia (lutos e perdas). Curso de Extensão na PUC -SP em Psicologia e Informática, abordando diversos temas como: Relacionamentos Virtuais, Games, entre outros. Cursos de Capacitação em Neurobiologia da Ansiedade, Terapia de Casais, Sexualidade Normal e Patológica.

Contato: andreiarodrigues.psicologa@gmail.com